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Covid-19: Por quê o luto deve ser vivido?

Por conta de nossa cultura, o medo de morrer ou o medo de sofrer uma perda por morte é um assunto que assola, com recorrência, a vida das pessoas, de modo geral. Nós temos medo de perder tudo o que consideramos valioso em nossas vidas.

Atualmente, passamos por um momento em que viver um luto gera o que pode ser chamado de impacto duplo. Pois, ao mesmo tempo em que se perde um familiar ou ente querido, enfrenta-se o luto de forma coletiva, com milhares de mortes em decorrência de condições e inúmeras perdas que o mundo tem sofrido diante da atual realidade.

Contudo, a redução dos rituais de funeral, por conta do isolamento social, tem sido uma consequência de complexidade no processo de geração do luto.

Vivemos em uma sociedade que agrega valor à produção, ao consumo, mas que insiste em tratar a morte com negação, bem como, a finitude das coisas. Medo da morte está entre os cinco maiores medos das pessoas por todo o mundo.

No entanto, tratamos este medo com remédios ou condutas dentro de uma sociedade que nos obriga a “estar bem” a qualquer custo. Precisamos de tempo para vivenciarmos nossas dores, nossas limitações, dificuldades e perdas, pois elas também merecem ser vividas. Mas sempre evitamos esta conversa.

Quando nos deparamos com a situação do luto, nos vemos obrigados a iniciar um processo interno de passagem pela dor. Nos tornamos introspectivos e começamos a digerir o que estamos vivendo e, com isso, nosso ritmo passa a caminhar fora do compasso de uma sociedade.

Existe a dificuldade de uma pessoa tolerar a dor de outra, pois toda vez que a notícia de uma morte chega, nos vemos intimidados e diretamente tocados por aquilo que mais tememos. A partir do momento em que a morte puder começar a ser tratada de forma mais natural, ficará menos difícil.

Somente passando por todos os processos de dor, alcançaremos a total recuperação. É preciso lidar com os problemas e se adaptar às mudanças. É necessário se aprofundar no assunto, refletir, desabafar.

Ao falar sobre si e sobre o que sente, a pessoa enlutada vai automaticamente elaborando sua perda. Luto necessita de reconstrução. Ou seja, o enlutado deverá reaprender a viver sem determinada pessoa.

Isso leva a uma revisão da própria identidade. Pois ninguém consegue voltar a ser exatamente o mesmo depois de sofrer uma perda significativa. Mas se pararmos para pensar, todos nós sofremos ou sofreremos perdas ao longo da vida. E isso deve ser um processo comum para todos nós.


Adaptação da despedida


O luto é um processo individual, cada pessoa passará por ele a seu modo e de acordo com sua história de vida. Mas é importante criar e ou realizar alguns rituais de forma presencial ou até virtual, levando em conta o atual momento.

Escrever sobre a pessoa, relembrar bons momentos, mexer nos guardados e abraçar aquela lembrança da despedida pode ser um bom jeito de transformar a dor em apenas saudades.

Busque um propósito de vida, um exercício ou atividade que lhe faça bem, ao mesmo tempo em que isso também não sufoque seu sofrimento. Procure se manter afastado de incômodos.

Com essas pequenas condutas, você resgatará as forças para seguir em frente, mesmo sem a companhia daquela pessoa especial ao seu lado.

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